QUEM SOMOS

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I - INTRODUÇÃO

O Instituto do Coração de Pernambuco (INCOR-PE) é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, fundado em 01 de julho de 1987. O INCOR-PE é uma instituição reconhecida de utilidade pública municipal (Lei 15.586 de 03/01/1992), estadual (Lei 11.223 de 30/06/1995) e federal (Decreto de 12/07/1991) e inscrita no Conselho Nacional de Assistência Social sob o nº 44006.000117/96-70.


II - HISTÓRICO

A ideia original para a criação do INCOR-PE foi se dispor de uma entidade jurídica capaz de receber doações que possibilitassem o desenvolvimento da cirurgia cardiovascular e da cardiologia em nosso meio, Toda a parte jurídica e legal foi entregue ao renomado jurista José Paulo Cavalcanti Filho.


As negociações para que o INCOR-PE dispusesse de acomodações e equipamentos adequados no Real Hospital Português (RHP) foram lentas e trabalhosas. Em 1987 uma nova Diretoria tinha assumido o hospital o que se encontrava em dificílima situação financeira.


O novo Provedor, o Sr. Joaquim Meirelles, destinou uma área onde as três (3) equipes de cirurgia cardíaca do hospital poderiam construir e equipar com recursos próprios a sala de recuperação que passaria a ser denominada Unidade de Recuperação Cardiotorácica (URCT). Decidiu-se que o INCOR-PE deveria ter uma UTI isolada das demais equipes, dispondo de 5 leitos.


A construção e a aparelhagem dessa UTI foram possíveis através de doações das firmas VIGOMED S/A, SOMÉDICA LTDA, Brasil Medical LTDA e pelo empresário e membro do Conselho Consultivo da instituição, Dr. José Maria Rodrigues Bastos que através de suas firmas Biotecno S/A e Ciconol LTDA fez vultosa contribuição em dinheiro possibilitando a aquisição de monitores, respiradores, desfribilador e as macas.


Ademais, o Provedor do hospital também destinou uma área na qual, mais uma vez com recursos próprios, o INCOR-PE pudesse localizar sua sede com recepção, consultórios, sala de curativos, sala de reunião e biblioteca. Para isso contamos com doações dos empresários Ricardo Brennand, Armando Monteiro Filho, Célio Augusto de Melo, Alberto Ferreira da Costa, Cândido Rios, Gilberto Azevedo e Oscar Rache Ferreira. Essas instalações foram solenemente inauguradas pelo Professor E. J. Zerbini em 14 de dezembro de 1990.


Desde o início o grupo do INCOR-PE assumiu a liderança da cirurgia cardiovascular na região, graças aos excelentes resultados obtidos na cirurgia convencional, especialmente na cirurgia coronária, e ao desenvolvimento de outras áreas, especialmente a cirurgia de pequenas crianças com cardiopatias congênitas complexas e a cirurgia da endomiocardiofibrose. Todo esse trabalho culminou, em agosto de 1991, com a realização do primeiro transplante de coração no Estado de Pernambuco. Paralelamente à intensa atividade assistencial desenvolvida ao longo de seus 28 anos de existência, a equipe do INCOR-PE manteve também atividades de ensino e pesquisa. Como se verá adiante, muitos cursos de pós-graduação foram organizados; criou-se Residência Médica em Cardiologia e Cirurgia Cardiovascular credenciada pelo MEC e pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular; e, convênios com outras instituições de ensino foram celebrados. Pesquisas de relevância foram realizadas culminando em grande número de publicações.


Os sócios fundadores do INCOR-PE foram Carlos Roberto Ribeiro de Moraes, Ivan de Lima Cavalcanti, Jorge Vieira Rodrigues, Murilo José de Barros Guimarães, José Maria Rodrigues Bastos e Rostand Carneiro Leão Paraíso. Ao longo dos anos o quadro de sócios aumentou significativamente.


Dois fatos importantes ocorreram em Pernambuco a partir de 1991. Primeiro, criou-se uma consciência de que as doenças do coração seriam melhor tratadas em hospitais especializados. O INCOR-PE foi a primeira instituição em Pernambuco que estabeleceu um plano com essa finalidade: obteve terreno do governo do Estado e verba no orçamento da União. Depois de um detalhado planejamento, a obra teve início em 20 de março de 1995, mas teve que ser interrompida em fins de 1996, haja vista não ter sido possível a liberação dos recursos existentes no orçamento da União. Cerca de 20% da primeira fase do projeto haviam sido construídos. Anos mais tarde, terreno e benfeitorias foram devolvidas ao Estado para a construção do Hospital Pelópidas Silveira.


O segundo fato marcante, a partir de 1991, foi o início da modernização do Real Hospital Português, após o empresário Alberto Ferreira da Costa ter assumido sua direção. Essa modernização incluiu a construção de um hospital especializado em doenças do coração, o Real Hospital do Coração (RHC). Esses fatos resultaram na deliberação de que a sede definitiva do INCOR-PE seria no Real Hospital Português, conforme acerto registrado em ata da Diretoria do INCOR-PE de 4 de fevereiro de 1997.


III -ESTRUTURA JURÍDICA

A direção do INCOR-PE é exercida por uma Diretoria Executiva, eleita a cada três anos pela Assembleia Geral, órgão máximo da instituição, formado por todos os sócios. São Sócios Efetivos do INCOR-PE aqueles que o fundaram e os que foram, ou no futuro venham a ser, aceitos como tal pela Assembleia Geral. A diretoria é composta de um Presidente de Honra, cuja função é representar a instituição em eventos e solenidades, de um Diretor Presidente, um Diretor Vice-Presidente, um Diretor Secretário e um Diretor Tesoureiro.


A Diretoria é assessorada por dois conselhos: o Consellho de Colaboradores, composto por todos os médicos que trabalham no Instituto e pelo Conselho Consultivo, constituído de pessoas da comunidade interessadas no progresso médico-científico.


IV- EQUIPE

A equipe do INCOR-PE é formada por cirurgiões, cardiologistas de adultos e crianças, anestesiologistas e pessoal técnico (perfusionistas, instrumentadoras, enfermeiras) e administrativo. Sua atual composição é:


Cirurgiões

Carlos R. Moraes (Emérito)
Fernando Moraes Neto (Chefe)
Euclides Martins Tenório
Manuella Muniz


Cardiologistas

Ivan de Lima Cavalcanti
Diana Lamprea
João Wanderley
Deuzeny Tenório
Flávio Feijó
Michelle Pascoaline
Mariana Carvalho
Tereza Arraes
Anestesiologistas
Anna Paula Duarte
Antônio Silvino
Ana Cintia Carneiro Leão
Waston Vieira Silva
Perfusionistas
Jacqueline Serrano
Teresinha Albuquerque
Patrícia Rodrigues
Lucinéa Costa
Eduardo Azevedo


V – ATIVIDADES ASSISTENCIAIS

O INCOR-PE mantem ambulatório para atendimento de pacientes portadores de doenças do coração em sua sede no Real Hospital Português de Beneficência em Pernambuco. Os pacientes atendidos no ambulatório, cerca 1.500 anualmente, são em sua maioria, beneficiários do Sistema Único de Saúde (SUS) e esse trabalho é feito gratuitamente. Destaca-se o ambulatório especializado de transplante cardíaco, haja vista que o INCOR-PE estabeleceu, em 1991, o primeiro programa de transplante de coração no Estado. O atendimento ambulatorial é realizado visando, sobretudo, o estabelecimento do diagnóstico e a discussão de possível indicação cirúrgica. O INCOR-PE é uma das mais prestigiadas instituições brasileiras no âmbito da cirurgia cardiovascular. Durante o período de julho de 1987 a julho de 2015, foram realizadas, por sua equipe, 24.364 operações cardiovasculares das quais 15.541 no Real Hospital Português e 8.823 em outros hospitais conveniados nos quais a equipe atua.


Incluem-se nessa estatística todos os tipos de operações para tratamento de doenças do coração, em adultos e em crianças. Destaca-se a realização de 182 transplantes de coração no Real Hospital Português e 51 em outras instituições.


VI - ATIVIDADES DE ENSINO

Um dos objetos do INCOR-PE é promover o ensino da cardiologia e cirurgia cardiovascular o que vem sendo realizado a nível de graduação, pós-graduação e extensão. Já no ano de sua fundação, em 1987, patrocinou no mês de outubro um Curso Básico de Circulação Extracorpórea ao qual atenderam 13 perfusionistas de todo o Norte e Nordeste do Brasil. Um outro curso para enfermeiras e auxiliares, que contou com a presença de 100 alunos, foi sobre Cuidados Pós-operatórios em Cirurgia Cardíaca, realizado em dezembro do mesmo ano.


Em 1992, com a desativação da cirurgia cardíaca no Hospital das Clínicas da UFPE, a Disciplina de Cirurgia Torácica do Departamento de Cirurgia, cujo Titular era o Professor Carlos R. Moraes, passou a funcionar no INCOR-PE sendo ministradas as aulas teóricas e práticas. Também o estágio curricular dos doutorandos passou a ser feito na instituição.


Em 01 de dezembro de 1995 foi celebrado um convênio através do qual a UFPE credenciou o INCOR-PE como centro de treinamento de profissionais e estudantes nas áreas de cirurgia cardiovascular e cardiologia. Esse vínculo oficial com a Universidade Federal de Pernambuco continuou até o ano de 2002. O INCOR-PE recebe para estágio Residentes de cirurgia vascular, de cirurgia geral e de anestesia do Hospital das Clínicas da UFPE, do IMIP, do Hospital da Restauração e do Hospital Agamenon Magalhães.


Durante toda a sua existência o INCOR-PE manteve forte vínculo com o Brompton Hospital, de Londres, especialmente através dos Drs. Christopher Lincoln e Michael Rigby. Frequentes visitas desses médicos contribuíram para o ensino da cardiologia e da cirurgia cardíaca em nosso meio, especialmente no campo das cardiopatias congênitas.


Entre 1993 e 1995, o Dr. Fernando Moraes, foi Residente de Cirurgia no Brompton, sob a supervisão de Mr. Lincoln, e, em 1998 os Drs. Diana Lamprea e João Wanderley realizaram estágio de 6 (seis) meses naquele hospital.


Em 1989, o Dr. Carlos Moraes foi Professor Visitante do Cardiothoracic Institute de Londres. Nesse mesmo ano o Dr. C. Lincoln recebeu o título de Membro Honorário do Instituto do Coração de Pernambuco.


Em 20 de fevereiro de 2000 o INCOR-PE foi credenciado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular para estabelecer um programa de Residência Médica. Para concretizar esse objetivo havia sido estabelecido, em 9.12.1999, um Acordo Operacional com a FUNCORDIS - Fundação para Incentivo ao Ensino e Pesquisa da Cardiologia. Em setembro de 2000 o Ministério da Educação e Cultura, através da Comissão Nacional de Residência Médica, credenciou o Programa de Residência em Cirurgia Cardiovascular, sendo o mesmo transferido para o Real Hospital Português em 2017, mas permanecendo sob a coordenação do INCOR-PE.


Em 20.10.2005 foi credenciado o Programa de Residência em Cardiologia. Esse último Programa foi transferido para o Real Hospital Português em 2015. Em 22.12.2009 foi assinado um convênio entre o INCOR-PE e o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP) permitindo rodízio curricular e/ou opcional dos Residentes do INCOR-PE naquela instituição, muito especialmente para treinamento em cirurgia cardíaca pediátrica.


A Residência Médica do INCOR-PE tem sido um dos mais gratificantes aspectos do ensino na instituição, graças à alta qualificação do treinamento oferecido, o que é atestado pelo sucesso profissional dos ex-residentes.


Residentes de Cirurgia Cardiovascular:

1) Edmílson Cardoso dos Santos Filho (2001-2005)
2) Virgílio Augusto de Sá Pereira (2002-2006)
3) Carlos Sérgio Luna Gomes Duarte (2003-2007)
4) Isaac Newton Guimarães (2007-2011)
5) Fernando Augusto Marinho dos Santos Figueira(2009-2013)
6) Cristiano Berardo Carneiro da Cunha (2010 -2014)
7) Diogo Luiz de Magalhães Ferraz (2011-2015) – SBCCV
8) Manuella de Melo Muniz Trindade Varejão (2012 - 2017)
9) Igor C. Silva (2013 – 2017)
10) Cibelle Padilha Villar Barreto Padilha (2014)
11) Halyna Stephane Machado de Melo (2014)
12) Fabiana Michelle Feitosa de Oliveira (2015)


Residentes em Cardiologia:

1) Valéria Rabelo Lafayette (2007 - 2009)
2) Gustavo Ramalho de Vasconcelos (2011-2013)


Um dos mais relevantes aspectos das atividades de ensino no INCOR-PE foi o estabelecimento de um programa de educação continuada em cirurgia reparadora da valva mitral. Isso permitiu que a plastia, ao invés da substituição da valva mitral, passasse a ser um procedimento de rotina no Serviço.


O que possibilitou o estabelecimento desse Programa foram os contatos mantidos pelo Dr. Fernando Moraes com os cirurgiões Sylvain Chauvaud, do Hospital Georges Pompidou, em Paris, e Manuel Antunes, Professor de Cirurgia Cardiotorácica da Universidade de Coimbra, em Portugal, sem sombra de dúvida dois dos maiores especialistas mundiais nesse campo. Quatro cursos de nível internacional foram realizados: em 2006 e 2008 sob a liderança do Dr. Chauvaud e em 2010 e 2013 com o Prof. Antunes. Todos os cursos tiveram a participação do Dr. Alain Berrebi, ecocardiografista do Hospital George Pompidou. Durante esses eventos além de aulas teóricas foram feitas diversas demonstrações cirúrgicas transmitidas ao vivo para os participantes. Esses cursos tiveram o co-patrocínio do IMIP e foram realizados nas dependências daquela instituição.


Dois outros importantes cursos, em co-patrocínio com o IMIP, foram realizados em setembro de 2011: Curso de Extracorporeal Membrane Oxygenation (ECMO) e Curso de Pós-operatório em Cirurgia Cardíaca.


No momento atual estão em andamento negociações para o estabelecimento de uma parceria entre o INCOR-PE e a recém-fundada Faculdade de Medicina da Universidade Católica de Pernambuco.


VII – ATIVIDADES DE PESQUISA


Cirurgia da Endomiocardiofibrose:

O tratamento cirúrgico da endomiocardiofibrose (EMF) foi iniciado simultaneamente por Charles Dubost, no Hospital Broussais, em Paris, e por Carlos Moraes, no Hospital das Clínicas (Pedro II) da UFPE, no ano de 1977. Esse fato é reconhecido internacionalmente. Como no Brasil havia grande número de casos, rapidamente a experiência cirúrgica do grupo do Recife tornou-se a mais numerosa do mundo. Com a desativação da cirurgia cardíaca no âmbito da UFPE, em 1992, todo o trabalho com a cirurgia da EMF passou a ser concentrado no Hospital Português. Inúmeras pesquisas clínico-cirúrgicas sobre EMF foram realizadas resultando na publicação de vários trabalhos científicos, teses, capítulos de livros, participação em eventos internacionais, etc...


Cirurgia da Tetralogia de Fallot no 1º ano de vida

Em 1985, com o retorno do Dr. Fernando Moraes da Inglaterra e de estágio no Children´s Hospital, de Boston, estabeleceu-se um protocolo para a correção intracardíaca em crianças com tetralogia de Fallot, independente de peso e idade. Desse protocolo de pesquisa clínica resultaram 2 teses e várias publicações.


Profilaxia da fibrilação atrial

Em 2001, pesquisa clínica conduzida por Dr. João Wanderley avaliou a utilização de duas drogas (propranolol e sotalol) em baixas doses na prevenção da fibrilação atrial no pós-operatório de cirurgia coronária. Essa pesquisa resultou em publicação de artigo científico.


Prevenção de aderência pericárdica: estudo experimental

Também em 2001, Dra. Sheila Hazin realizou trabalho experimental, sob a supervisão do Dr. Fernando Moraes, sobre a prevenção de aderência pericárdica em cirurgia cardíaca. Esse trabalho resultou em Tese de Mestrado defendida na Universidade Federal de Pernambuco.


Relação inflamatória na cirurgia cardíaca

Em 2003, a Dra. Sheila Hazin, sob a orientação do Dr. Fernando Moraes, realizou pesquisa sobre a expressão da CD44 em linfócitos e em células NK (Natural Killers) no sangue total de neonatos e lactantes submetidos à cirurgia cardíaca com CEC. Esse trabalho foi apresentado como Tese de Doutorado em Cirurgia na Universidade Federal de Pernambuco.


P.S. A Dra. Sheila Hazin depois de retornar dos Estados Unidos em 1995, onde fez Residência Médica em Cirurgia Cardiovascular na New York University se ligou ao “staff” do INCOR-PE até o ano de 2003.


Comitê de Ética e Pesquisa

Em reunião realizada no dia 7 de junho de 2004 a Assembleia Geral de Sócios do INCOR-PE criou o Comitê de Ética e Pesquisa do Instituto do Coração de Pernambuco, sendo eleitos como membros os Drs. Rostand Carneiro Leão Paraíso, Murilo José de Barros Guimarães, Ricardo Bouwman, João Fernando Wanderley e Diana Patrícia Lamprea Sepulveda.


Células Tronco

Em 2005 o INCOR-PE foi designado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia como Centro Colaborador do Projeto de Estudo Multicêntrico da Aplicação de Células Tronco em Cardiopatias. Em cardiopatia isquêmica o INCOR-PE era colaborador do INCOR da Universidade de São Paulo e em Miocardiopatias do Instituto de Cardiologia das Laranjeiras, Rio de Janeiro. Participaram da pesquisa os Drs. Fernando Moraes, Marcos Magalhães, Sílvia Martins e Deuseny Tenório. Os primeiros casos de utilização de células tronco no Recife, tanto na cirurgia, quanto por cateterismo foram feitos no Hospital Português. Essa pesquisa teve que ser interrompida por falta do repasse financeiro acordado com o INC das Laranjeiras, coordenador nacional do projeto.


Arterial Revascularization Trial (ART)

Em 2005 o INCOR-PE foi escolhido para participar de uma importante pesquisa clínica, patrocinada pela Universidade de Oxford, na qual 10.000 pacientes seriam randomizados para receberem uma ou as duas artérias mamárias durante cirurgia de revascularização miocárdica. Diversas instituições da Europa, EEUU e Austrália participaram do Estudo, sendo o INCOR-PE o único centro brasileiro escolhido. Essa pesquisa está em andamento, pois a avaliação dos resultados se fará com 10 anos de pós-operatório. O coordenador da pesquisa é o Prof. David Taggart, da Universidade de Oxford, e no Recife o responsável é o Dr. Fernando Moraes, auxiliado pelo Dr. João Wanderley. Diversos relatos parciais já foram apresentados em congressos médicos internacionais.


Utilização do EuroScore

O INCOR-PE, em pesquisa conduzida pelo Dr. Carlos Duarte, foi o pioneiro no Brasil na utilização do EuroScore como preditor de mortalidade em cirurgia cardíaca. Os resultados em cirurgia coronária resultaram em publicação no ano de 2006. Em 2010, o Dr. Isaac Newton Guimarães publicou os resultados da pesquisa do EuroScore em cirurgia valvar, publicação com a qual obteve o título de Mestre em Cirurgia.


Coronary Trial

Em 2007 o INCOR-PE participou de trabalho colaborativo sobre resultados da cirurgia coronária em diversos serviços de cirurgia cardíaca do Brasil e Canadá, coordenado pelo Dr. Luiz Carlos Bento de Souza.


Avaliação da vascularização esternal

Conduzida pelo Dr. Edmilson Cardoso, foi realizada em 2005, 2006 e 2007 importante pesquisa clínica de avaliação cintilográfica da vascularização esternal após o uso das artérias mamárias dissecadas de duas formas diferentes: esqueletizada e pediculada. O trabalho relatando essa pesquisa teve bastante repercussão e foi publicado em 2007. Serviu também como tese de mestrado do Dr. Edmílson Cardoso.


Ampliação do folheto posterior da válvula mitral em criaças

Essa técnica descrita por Dr. Chauvaud foi usada pela equipe em crianças com valvopatia mitral reumática e os resultados analisados e publicados em 2009 pelo Dr. Euclides Martins Tenório.


Uso de Próteses sem sutura

A utilização de biopróteses sem sutura (PERCEVAL) em substituição à valva aórtica foi utilizada de maneira pioneira pelo Dr. Fernando Moraes que passou a ser Proctor deste dispositivo implantando em vários hospitais no Brasil.


A cirurgia minimamente invasiva

Dr. Fernando Moraes estabeleceu um programa de cirurgia minimamente invasiva no INCOR-PE para tanto da valvopatia mitral e aórtica, além da cirurgia coronária. Mais de 100 casos foram realizados pela equipe até o momento.